O Surrealismo foi um movimento artístico e literário que apareceu primeiro em Paris dos anos 20. Surgiu numa altura de grande indefinição política e crescente complexidade social, o que acabou por criar um clima favorável para o desenvolvimento de uma arte que criticava a cultura europeia e a frágil condição humana. Hoje acaba por fazer todo o sentido, tendo em conta que a sociedade humana nunca foi tão complexa e confusa…

Se juntarmos a tudo isto, estes tempos de crise, o facto de haver muito pouco consenso entre os líderes mundiais, o terrorismo e os constantes conflitos, acabamos por viver numa sociedade igualmente perturbada. O surrealismo faz todo o sentido, porque de certa forma ele simboliza tudo o que defende o Dementia, é original, diferente, crítico e demente, ou seja, possui os ingredientes necessários para um artigo interessante…
O título deste artigo refere-se tanto à arte como à nossa própria sociedade, que vive na tal fronteira entre a criatividade e o bizarro, transpondo várias vezes os seus limites nas duas direcções. Nós andamos efectivamente na “corda bamba” e se por um lado isso nos permite realizar coisas extraordinárias, pelo outro também nos pode levar a criar algo profundamente demente. Ora o surrealismo capta na perfeição esta ideia e o resultado são trabalhos que funcionam quase como um espelho da sociedade. Aqui ficam alguns trabalhos geniais…
Dementia é: o surrealismo…
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